Homenagens – 111.º Aniversário do Regicídio

No passado dia 1 de Fevereiro, Sua Alteza Real D. Pedro de Mendoça-Bragança e Borbon, Duque de Loulé e de Bragança, chefe da Casa Real de Portugal e Gran Mestre das suas Ordens Dinásticas, colocou um ramo de flores em frente (ou aos pés) da estátua de Sua Majestade, o Rei D. Carlos I (de Portugal), como forma de honrar a sua memória, bem como a do Príncipe Luís Filipe, ambos assassinados num terrível atentado há 111 anos.

O regicídio aconteceu no dia 1 de Fevereiro de 1908, quando a Família Real regressava a Lisboa vinda do palácio de Vila Viçosa (, onde costumava passar a temporada de caça no inverno). Depois de atravessar o rio Tejo num barco a vapor, propuseram-se a realizar a última parte do trajecto, em direcção ao Palácio das Necessidades, residência oficial do monarca e da sua família, numa carruagem aberta(, como demonstração de normalidade perante a instabilidade política).

Quando a carruagem real atravessou o Terreiro do Paço, dois activistas republicanos, Alfredo Costa e Manuel Buíça, dispararam contra a Família Real, matando instantaneamente D. Carlos e, pouco depois, o Príncipe Herdeiro. A Rainha D. Amélia foi a única a sair ilesa do incidente, uma vez que o Infante D. Manuel foi ferido, sem gravidade, no braço.

Dadas as terríveis circunstâncias, e de acordo com a Constituição e com a lei de sucessão da monarquia portuguesa, o Infante foi imediatamente coroado como D. Manuel II, o último rei vigente de Portugal, até à data de hoje.