Saudações

pose 5“Sempre constituiu património simbólico da Casa dos Duques de Loulé o facto de ser depositária dos direitos dinásticos que cabiam à Infanta D. Ana de Jesus Maria, casada com o I Duque de Loulé. Razões conjunturais, circunstanciais e até do foro pessoal, mais ou menos conhecidas, foram determinando a inoportunidade ou a inconveniência de os representantes da Casa Loulé assumirem expressa e claramente essa herança dinástica, proporcionando, assim, a outros, campo livre para, em plena Republica, conseguirem o que em Monarquia se afigurava impossível, à face da História e do Direito. Respeitáveis e compreensíveis, ou não, aquelas razões, após o falecimento de meu Pai, consciente de que o legado simbólico  e histórico que me foi transmitido, é tanto mais válido e útil quanto mais se traduzir em projectos concretos de acção, que sirvam Portugal hoje e preparem as condições para as novas gerações aceitarem as vantagens de uma moderna monarquia constitucional representativa, decidi assumir, efectivamente, a posição dinástica que entendo caber-me, como representante da minha 4ª Avó, a Infanta D. Ana de Jesus Maria, nos termos do ordenamento jurídico vigente até à queda da Monarquia. A minha decisão, tomada reflectida e tranquilamente, ao longo dos ultimos dois anos, não prejudica, porém, o meu entendimento de que, embora a realidade

histórica e jurídica seja favorável à minha posição, serão as Cortes ou o Parlamento, em Monarquia, que terão a palavra definitiva sobre esta matéria, como, de resto, sempre defendeu, até à sua morte, o ultimo Rei de Portugal”

Discurso proferido na cidade do Porto, em 4 de Outubro de 2008.

Dom Pedro